Depois de 7 anos crescendo com um produto, fomos “obrigados” a aumentar nossa stack de soluções
Em 2024, nosso produto principal começou a estagnar.
Não foi queda brusca. O crescimento foi desacelerando, enquanto o mercado pedia outra coisa.
A Leadster nasceu em 2018 pra resolver geração de leads. Construímos autoridade, base de clientes, conteúdo… tudo focado nessa narrativa.
Só que a dor mudou.
Gerar lead deixou de ser o maior problema do marketing. Qualificar, rastrear e converter no canal certo virou o novo jogo.
E foi assim que decidimos lançar três produtos diferentes, com o mesmo time e orçamento de antes.
Essa edição é sobre por que e como fizemos essa mudança.
Mas também é sobre as perguntas que você deveria estar se fazendo se sente que está investindo demais e vendendo de menos.
O consumidor decidiu. A gente demorou pra aceitar.
Não foi um concorrente que nos forçou a mudar. Foi o cliente falando na nossa cara.
O site está cada vez menos importante na jornada de compra B2B.
Não, ele não morreu… ainda é essencial. Mas o WhatsApp está virando o ponto de contato principal.
Todo consumo, interação e conversa estão migrando pra lá.
A gente pode gostar ou não. Pode achar caótico (e é). Mas quando o consumidor decide onde quer falar com as marcas, as empresas seguem ou ficam pra trás.
Como validamos que era hora de mudar
Não foi achismo. Usamos 4 fontes diferentes antes de apostar a empresa nisso:
→ Pesquisas com leads que não fecharam
Ligamos pra leads que converteram mas não viraram clientes. A resposta mais comum? “A Leadster é muito focada no site. Quero resolver qualificação e atendimento, não só geração.”
→ Feedback do time de vendas
O comercial começou a relatar um número altíssimo de leads chegando querendo plataformas de WhatsApp. Era um padrão claro demais pra ignorar.
→ Análise de mercado
A quantidade de empresas focadas em WhatsApp surgindo no mercado era um termômetro. Quando muita empresa anuncia a mesma coisa por muito tempo, existe demanda real.
→ Validação via mídia paga
Rodamos anúncios focados na dor e no benefício do novo posicionamento. Performaram muito acima da média das nossas campanhas.
Esses quatro sinais apontavam pro mesmo lugar. A tese estava validada.
O framework que mudou nossa visão sobre leads
Quando paramos de pensar em “gerar leads” e começamos a pensar em “gerar leads que fecham”, percebemos que existem 3 estágios de qualificação:
→ Perfil (Fit): O lead tem as características certas? Tamanho de empresa, segmento, cargo?
→ Intenção: Quão urgente é resolver essa dor? Está pesquisando ou pronto pra comprar?
→ Educação: Ele entendeu o que você oferece? Sabe que seu produto resolve a dor dele?
Um lead pode ter perfil perfeito, mas zero intenção. Ou estar super interessado, mas não entender o que você faz.
Qualificar de verdade é garantir que os três estágios estejam alinhados antes do lead chegar no vendedor.
O desafio real: 3 produtos com time enxuto
Não vou mentir: tá sendo difícil.
Tem quem diga que “a Leadster está virando uma colcha de retalho” (a gente não levou pro pessoal, @rodrigocstasilva 😅)
E esse é exatamente o medo: o mercado não entender o que fazemos.
Três produtos significa:
→ 3x mais conteúdo pra produzir
→ 3x mais autoridade pra construir (site, WhatsApp e e-commerce)
→ Mídia paga exigindo criativo novo toda semana
Com o mesmo time. O mesmo orçamento.
O que está funcionando até agora:
→ Remarketing de posicionamento – Campanha específica pra educar quem já conhece a Leadster sobre o novo momento.
→ Marketing de produto + CS juntos – Criamos uma área específica pra educar a base atual sobre os novos produtos.
→ Flexibilidade de budget – Se uma campanha não performa, aceleramos investimento em outra. Ter 3 produtos virou vantagem competitiva: sempre tem algo funcionando.
→ Priorização por feedback – Vendas e CS indicam quais produtos precisam de mais demanda e autoridade. A gente foca neles primeiro.
Não é perfeito. Mas está funcionando.
Se você não está vendendo como gostaria, faça o diagnóstico de trás pra frente
A tentação quando a operação desacelera é contratar ferramenta nova ou aumentar a mídia.
Antes de fazer isso, experimenta validar de trás pra frente:
1. O time de vendas está fechando nas reuniões?
Se não, o problema pode ser produto, serviço ou oferta. Não adianta gerar mais leads se lá na ponta não converte.
2. Os leads estão chegando qualificados?
Volume alto com qualidade baixa só sobrecarrega comercial. O problema pode estar na qualificação, não na geração.
3. A geração de leads está funcionando?
Só depois de validar os dois anteriores faz sentido olhar pra topo de funil.
A lógica é simples: se você aumenta geração mas a ponta não fecha, você só está jogando dinheiro fora mais rápido.
O que eu aprendi com essa mudança
Mudar o posicionamento da empresa dá medo.
Passamos anos construindo autoridade em um assunto. Criamos conteúdo, campanhas, materiais… tudo focado em uma narrativa de produto. Começar de novo não é fácil e leva tempo.
Mas às vezes o mercado muda. O consumidor muda. E ficar preso no que funcionava antes é a melhor forma de ficar pra trás.
A Leadster de 2018 resolvia um problema. A Leadster de 2026 resolve outro.
E tá tudo bem.
Se você também está sentindo que precisa mudar mas não sabe por onde começar, me responde esse e-mail. Quero ouvir o que está travando aí do seu lado.
Abraço,
Luby
P.S.: Se quiser conhecer os novos produtos, é só acessar: leadster.com.br







